Cartórios de Minas Gerais registraram 21 mortes de crianças de 5 a 11 anos por Covid-19 desde o início da pandemia

Crianças de 6 anos foram as que mais vieram a óbito em razão do novo coronavírus. Faixa etária que teve vacinação aprovada pela Anvisa contabilizou ainda 4 mortes por SRAG, 4 por causas indeterminadas e 10 mortes súbitas.

Com vacinação recentemente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as crianças entre 5 e 11 anos totalizaram 21 falecimentos por Covid-19 desde o início da pandemia. Este foi o número de óbitos para esta faixa etária registrados pelos Cartórios de Registro Civil de Minas Gerais no período de março de 2020 à primeira semana de janeiro de 2022.

O levantamento mostra ainda que as crianças mais afetadas pela doença foram aquelas de seis e onze anos, ambas com 4 mortes registradas, seguida pelas que tinham sete, oito e dez anos, com 3 registros respectivamente. Crianças de 5 anos totalizaram 2 óbitos, e as de nove anos, 2 mortes.

Os dados contabilizados fazem parte do Portal da Transparência do Registro Civil – https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio -, base de dados que reúne as informações de nascimentos, casamentos e óbitos registrados pelos 7.663 Cartórios brasileiros -, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), e que retrata ainda que esta faixa etária registrou 4 mortes em razão de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 4 por causas indeterminadas e 10 por morte súbita.

O ano de 2021 foi aquele que registrou o maior número de mortes cuja causa mortis consta como Covid-19 (12), enquanto que em 2020 foram 9. Na primeira semana de janeiro de 2022 não foram contabilizados óbitos por Covid-19 de crianças entre 5 e 11 anos, embora os Cartórios de Registro Civil tenham o prazo legal de até 10 dias para enviar os dados ao Portal da Transparência do Registro Civil.

“Observa-se, nos números compilados, que dentre as causas das mortes infantis por Covid-19, na faixa etária de 5 a 11 anos, o estado de Minas Gerais ocupa a quarta posição no ranking nacional de índice de óbitos. Embora o Estado tenha adotado medidas restritivas desde o início da pandemia, percebe-se ainda a necessidade de se manter as prevenções, entre elas podemos destacar neste momento a estratégia para garantir a imunização de forma ágil e segura da menor faixa etária possível.”, destaca Genilson Gomes, presidente do Recivil.

Contabilizando-se todas as mortes por causas naturais em Minas Gerais, a faixa etária entre 5 e 11 anos 519 óbitos, sendo 255 em 2020 e 260 em 2021 – com apenas 4 lançamentos de óbitos na primeira semana de janeiro de 2022. Dentre as causas de mortis segmentadas pelo Portal, Septicemia foi a causa de 73 mortes, Insuficiência Respiratória (58), Pneumonia (47), AVC (33), e Covid-19 (21). Importante constatar que os Demais Óbitos, que reúnem várias doenças não segmentadas no Portal, totalizaram 247 mortes.

Já no Brasil, as crianças entre 5 e 11 anos totalizaram 324 falecimentos por Covid-19 desde o início da pandemia. Entre os Estados brasileiros, São Paulo, estado mais populoso do país respondeu percentualmente por 22,8% dos óbitos de crianças nesta faixa etária, seguido por Bahia (9,3%), Ceará (6,8%), Minas Gerais (6,5%), Paraná (6,2%), Rio de Janeiro (5,9%) e Rio Grande do Sul (4%). Amapá, Mato Grosso e Tocantins foram as unidades que registraram o menor número de óbitos na faixa etária.

Sobre o Recivil

O Sindicato dos Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais do Estado de Minas Gerais (Recivil) é a entidade de classe que representa os registradores civis das pessoas naturais de Minas Gerais, responsáveis pelos principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.

Texto: ASCOM Recivil

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