Paralimpíada: conheça mais sobre o vôlei sentado na Tóquio 2020

O voleibol sentado estreou na Paralimpíada de Arnhem (Holanda), em 1980. Palco coerente, já que a modalidade surgiu em território holandês, em 1956, para reabilitação de soldados, combinando o vôlei “convencional” com o sitzball, esporte de origem alemã (também voltado a pessoas com deficiência). Algumas regras são similares (como atuar sentado) e outras nem tanto: no sitzball, a bola pode quicar no solo.

Há semelhanças entre o vôlei sentado e o “convencional”. Em ambos, a disputa se dá em uma melhor de cinco sets, vencendo o time que ganhar três deles, sempre com a diferença mínima de dois pontos para o adversário. Os quatro primeiros sets se encerram quando uma das equipes atinge 25 pontos. O último, chamado tie-break, vai até 15 pontos.

No vôlei sentado, os saques podem ser bloqueados e atacados na rede, ao contrário do “convencional”. Os atletas, contudo, devem permanecer sentados para executar as jogadas. 

O número de jogadores de cada lado da quadra também é o mesmo: seis. A diferença é que eles são divididos por duas classes, conforme o grau de deficiência. Na VS1, estão os jogadores amputados ou com maior limitação na locomoção. Os demais, de menor comprometimento físico-motor se encontram na VS2. Cada time só pode ter dois VS2 no elenco, sendo que eles não podem estar ao mesmo tempo na quadra – que tem dez metros de comprimento por seis metros de largura, com a altura da rede variando de 1,05 metro (feminino) a 1,15 m (masculino).

O Brasil participa do vôlei sentado em Paralimpíadas desde os Jogos de Pequim (China), em 2008, quando a seleção masculina ficou na sexta posição. Quatro anos depois, em Londres (Reino Unido), o país marcou presença tanto na disputa masculina, quanto na feminina: em ambas o país terminou na quinta colocação. Na Rio 2016, o time feminino obteve a primeira medalha brasileira na modalidade, ao conquistar o bronze – os homens ficaram em quarto lugar.

Seleção masculina estreia contra o Irã, detentor de seis ouros paralímpicos, no dia 28 (sábado), às 6h30 (horário de Brasília). A equipe feminina debuta um dia antes, no mesmo horário, contra o Canadá – Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

Entre os homens, o Irã é o país mais vitorioso, com seis medalhas de ouro paralímpicas e duas pratas, todas nas últimas oito edições. Holanda e Bósnia-Herzegovina, ambos bicampeões, completam a relação de títulos. Os europeus têm uma terceira conquista, em Toronto (Canadá), em 1976, mas, na ocasião, a modalidade foi disputada como exibição. No feminino, que só começou a ser disputado nos Jogos de 2004, em Atenas (Grécia), a China venceu o torneio três vezes, mas perdeu a hegemonia em 2016, no Rio de Janeiro, para os Estados Unidos.

Agência Brasil

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