AMAMS pede a prorrogação do decreto de estado de emergência devido à seca no Norte de Minas

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) solicitou ao Estado a prorrogação dos decretos de Situação de Emergência por causa dos danos causados pela seca, tendo em vista que a partir do dia 16 muitos decretos municipais completarão seis meses de vigência e perderão a validade. Ontem de manhã o secretário-executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, Tenente-Coronel Flávio Godinho esteve em Montes Claros, quando discutiu o assunto com o coordenador do Departamento de Relações Institucionais da AMAMS, Sérgio Nassau, informando que as equipes da Defesa Civil de Minas Gerais está vistoriando o processo de entrega de água.

Ele confirmou que os Decretos Municipais começam a vencer no dia 16 de novembro e que o Estado emitirá uma Nota Técnica, orientando os municípios sobre como publicar a nova Situação de Emergência, que poderá ter de um a três meses de validade, porém, tem de mostrar que as recentes chuvas não reduziram os impactos causados pela seca. O Tenente-Coronel Godinho explicou que o Governador Romeu Zema deverá publicar novo Decreto, no dia 16, para abranger todos os municípios. O presidente da AMAMS, Lara Batista Cordeiro, prefeito de Ibiaí, ressalta que a prorrogação dos decretos alivia de forma geral, pois, nessa época eleitoral, corre o risco do ato passar despercebido.

No dia 20 de maio o Estado publicou o Decreto, com seis meses de validade com a relação de 129 municípios. Depois disso, o Governo Federal liberou R$ 6,5 milhões para o Estado contratar os caminhões-pipas. Além de pedir a prorrogação da Operação Pipa, que abastece as comunidades rurais com água, a AMAMS solicitou outras medidas, como as cestas básicas e ainda as sementes de feijão, milho e sorgo para o pequeno produtor plantar. São 75 municípios sendo atendidos com água através do caminhão-pipa, em dados divulgados pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (CEDEC), no Programa de Abastecimento de Água, sendo 55 do Norte de Minas e 20 de outras regiões da área mineira da Sudene, como Vale do Jequitinhonha e Mucuri.

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