SAMU perde membro de sua equipe para a Covid-19

A família SAMU Macro Norte amanheceu de luto nessa sexta-feira (14). Pega de surpresa com a notícia de que o médico Francisco Honorato Sousa Lino havia falecido. Chicão, como era carinhosamente chamado por todos, esteve na linha de frente prestando socorro à várias pessoas acometidas pela doença que, por ironia do destino, acabou por ceifar sua própria vida, a Covid-19.

Chicão teve uma brilhante carreira na medicina com atuações em casos de repercussão nacional, como o incêndio da Creche Gente Inocente, no município de Janaúba, em 2017, momento em que levou esperança a crianças que ainda tinham um belo futuro pela frente.

Em outro atendimento que marcou os colegas do SAMU Macro Norte, atendeu, em 2017, um homem de 39 anos que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória em um shopping de Montes Claros. Quando a equipe chegou ao local, a vítima já estava sem pulso, foi reanimada pelos socorristas e Francisco realizou, ali mesmo, a intubação do paciente. Graças à intervenção precisa do médico, hoje, a vítima leva uma vida normal ao lado da família.

Nessa sexta-feira, 14, Chicão foi homenageado pelos colegas que, mesmo não podendo realizar o velório, em virtude da alta infectividade da doença que o vitimou, realizaram uma carreata pelas ruas de Montes Claros, com as ambulâncias decoradas com um simbólico laço negro de luto, até o cemitério.

“Além do respeito e do profissionalismo, Chicão também possuía muitos predicados como ser humano. Uma pessoa séria com o trabalho, mas doce e alegre com os pares”, conta a diretora executiva do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun)/SAMU Macro Norte, Kely Cristina de Moura. O presidente do Cisrun, Silvanei Batista, exalta os relevantes serviços à sociedade norte mineira, sendo seis dele atuando no SAMU, e se solidariza com os familiares, colegas e amigos pela perda irreparável.

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Texto e foto: Jane Felix

 

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