AROLDO TOURINHO DESTACA CUIDADOS COM A SAÚDE MENTAL DURANTE A PANDEMIA

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia de grande magnitude, como a da COVID/19, pode trazer diversos danos à saúde mental das pessoas. Em virtude disso, parte da população pode sofrer alguma manifestação psicopatológica. Alguns inclusive necessitando de abordagem profissional.

Fatores como o isolamento social, o medo de contágio, desemprego ou perda de membros da família são gatilhos para o estresse emocional.

De acordo com informações da Organização das Nações Unidas (ONU), a pandemia da COVID-19 está evidenciando a necessidade urgente de maiores investimentos em serviços de saúde mental. Segundo a ONU, já há sinais que indicam um aumento nos sintomas de depressão e ansiedade em vários países.

Para a coordenadora do serviço de Psicologia Hospitalar do Aroldo Tourinho, Lêda Antunes, “no momento atual é importante que a saúde mental seja não só preservada, mas sobretudo cultivada”.

“Estamos em um período em que todos estão voltados para a doença isoladamente. Ainda que a síndrome respiratória aguda seja sua principal característica, o nosso cérebro também pode ser afetado, de forma direta ou indireta. Ter saúde mental não significa não afetar-se, mas sim compreender seu modo particular de estar no mundo e se relacionar com as pessoas, ideais e acontecimentos, o que faz grande diferença em um momento como o que estamos vivendo”, destaca a coordenadora.

Lêda Antunes explica ainda que, nesse momento, há uma série de doenças que podem aparecer ou serem agravadas, como: transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, quadros depressivos, aumento de comportamentos paranóicos e obsessivos. O aumento do trabalho em casa, segundo ela, também pode acarretar quadros de bournaut e estresse.

“Para preservar a saúde mental é importante manter alimentação equilibrada, realizar atividades físicas ainda que de forma não sistematizadas, manter a comunicação com amigos, parentes e pessoas próximas. Um movimento que pode ser bastante interessante nesse momento é olhar para si com curiosidade transformadora, ou seja, buscar revelar-se de um modo diferente. A pandemia cruzou a existência de todos, cabe a nós fazermos bom uso desse acontecimento”, diz a psicóloga.

A diretora assistencial do HAT, enfermeira Ana Paula Lopes Santos Guerra, destaca a “carga emocional e o estresse para os profissionais da saúde. “Existe todo um contingente de pessoas que trabalham em uma unidade de saúde, desde o recepcionista até os responsáveis pela limpeza. São enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e diversos outros. A princípio não sabemos se o paciente está ou não com a doença, o que causa tensão em todos.” Mas, desde o início da pandemia, acrescenta a diretora assistencial do HAT,  promovemos diversos treinamentos e capacitações, além de prover todos os materiais de proteção para nossos colaboradores”. Também entendemos que há necessidades psicológicas e o cuidado da saúde mental de nossos funcionários, por isso, temos ofertado atendimento psicológico a todos os nossos profissionais que atuam direta ou indiretamente no combate a COVID-19”,  conclui Ana Paula.

 

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