Serviço de Cuidados Paliativos do Dilson Godinho inserido no Atlas da ANCP

 

“Mãos que Cuidam” assiste pacientes e familiares em domicílio

            O programa “Mãos que Cuidam” – Cuidados Paliativos do Hospital Dilson Godinho, que está completando quinze anos de atuação, foi incluído no Atlas da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), edição divulgada quarta-feira (27/05). Desde a sua criação em 2005, o Programa de Cuidados Paliativos “Mãos que Cuidam” foi sendo aperfeiçoado e, graças à tecnologia, foi possível ampliar as atividades com vários outros recursos como visitas online e uso da realidade virtual para tratamento da dor e da ansiedade.

Na quarta-feira (27/05), a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), divulgou o Atlas dos Cuidados Paliativos, no qual consta  o “Mãos que Cuidam” do Hospital Dilson Godinho, um dos pioneiros no Brasil, que iniciou as atividades em 2005. O serviço presta assistência em bases humanizadas aos pacientes oncológicos sem possibilidades terapêuticas, visando a melhoria da qualidade de vida do paciente, com atenção especial ao controle dos sintomas e do apoio ao grupo familiar.

O serviço “Mãos que Cuidam” é coordenado pelo médico Claudio Henrique Rebello Gomes (cirurgião Geral e Oncológico), pela enfermeira Érica Romina Andrade Xavier e pelo técnico de enfermagem Jorge Luiz Castro. Conta ainda com a participação de uma equipe multidisciplinar composta por médicos cirurgiões, oncologistas clínicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, além de outros profissionais da instituição e voluntários de diversas áreas e especialidades.

TECNOLOGIA

Ao falar sobre o programa, o médico Claudio Henrique destaca: “é uma honra estar neste serviço há tanto tempo, pois, além do pioneirismo no interior do Estado e no país, inovamos também no uso de tecnologias como a realidade virtual para tratamento de dor e ansiedade; a visita online na qual, via computador, enfermos e parentes do interior e até do exterior podem permanecer mais próximos, isto quase 10 anos antes desta época de pandemia. Somos também pioneiros com o uso de internações e tratamento em casa, onde o hospital vai ao doente, evitando esperas, dor e sofrimento”.

Segundo a enfermeira Érica Romina, o público alvo do “Mãos que Cuidam” são os pacientes oncológicos sem possibilidades terapêuticas de cura. “Atendemos estes pacientes e seus familiares na modalidade domiciliar. Através de visitas programadas e rotineiras, eles recebem atendimento para alívio da dor e outros sintomas, além de apoio psicoespiritual”. Atualmente, o “Mãos que Cuidam” presta assistência a 25 pacientes e seus familiares e o número aumenta a cada mês. As visitas são diárias, sendo que cada paciente é assistido de acordo com a sua necessidade individual. O serviço é gratuito.

CUIDADOS PALIATIVOS

Os grupos de cuidados paliativos têm crescido significativamente nos últimos anos em todo o mundo e em alguns países os serviços são custeados pelo governo e a medicina paliativa é reconhecida como especialidade médica. No Brasil, há registros de iniciativas isoladas e discussões a respeito dos Cuidados Paliativos desde os anos 70. Contudo, foi nos anos 90 que começaram a aparecer os primeiros serviços organizados, ainda de forma experimental.  Segundo informações do site da ABCP, em 2005, os Cuidados Paliativos no Brasil deram um grande salto institucional, quando estabeleceu-se critérios de qualidade para os serviços, realizou-se definições precisas do que é e o que não é Cuidados Paliativos e levou-se a discussão para o Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB).

Para a entidade, a conscientização da população sobre os Cuidados Paliativos é essencial para que o sistema de saúde brasileiro mude sua abordagem aos pacientes portadores de doenças que ameaçam a continuidade de suas vidas. “Cuidados Paliativos são uma necessidade de saúde pública. São uma necessidade humanitária”, enfatiza a Academia Nacional de Cuidados Paliativos

Comentários

Mais do Educadora FM