Organização Nacional de acreditação recertifica Santa Casa de Montes Claros como hospital acreditado em Excelência nível 3

 Título de Acreditação Nível 3 é considerado o grau máximo de reconhecimento dado a uma Instituição hospitalar no país

Em 2013, a Santa Casa de Montes Claros foi a primeira Santa Casa a receber o selo de Hospital Acreditado em Excelência Nível III, no Brasil. A Acreditação Hospitalar, conforme o próprio nome diz, está ligada ao termo “ACREDITAR”, que significa ser digno de crédito, confiança. O selo de hospital acreditado é dividido em três níveis (I, II e III), conforme explica a Diretora de Qualidade da Instituição, Drª Cláudia Diniz.

“Conquistamos o primeiro selo de nível I ou ‘Acreditado’, em 2010. Nessa etapa o processo consiste na avaliação com foco na segurança do paciente, que é garantida na manutenção da estrutura dos processos, através de políticas institucionais para garantia da estrutura física,  pessoas, materiais, equipamentos, fluxos e qualidade dos registros. Já o selo de nível II ou ‘Acreditado Pleno’, que consiste na análise cuidadosa do processo da assistência, garantido através da interação entre todos os processos envolvidos no cuidado do paciente; foi obtido em 2011. E o nível III ou ‘Acreditado com Excelência’, foi alcançado em 2013. Nessa etapa, a avaliação é ampliada para o entendimento do uso das informações para tomada de decisão”, explica.

A diretora ressalta ainda que, após conquistar o certificado de Hospital Acreditado com Excelência, títulos concedidos pela ONA – Organização Nacional de Acreditação e Ministério da Saúde, a Santa Casa de Montes Claros recebe visitas/avaliações periódicas, realizadas pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) – empresa credenciada pela ONA, para a manutenção do Título. Dessa forma, a Instituição foi recertificada em Hospital Acreditado com Excelência em 2016 e novamente em 2019. “Consideramos a recertificação um reconhecimento ao trabalho do hospital, no qual todos se preocupam em garantir serviços de excelência em assistência à saúde, com qualidade e segurança, para preservar o que é mais importante: a vida”, diz o superintendente Maurício Sérgio Sousa e Silva.

Motivo de orgulho para o Norte de Minas e o Estado de Minas Gerais

 A recertificação realizada na Santa Casa de Montes Claros é a mesma de grandes hospitais privados e filantrópicos de ponta no país, porém, o contexto no hospital é distinto. “Temos a predominância de atendimento ao paciente SUS, ou seja, 80% do total. A premiação com o selo de excelência é uma forma de reconhecimento para todo o time multiprofissional da Santa Casa, que, incansavelmente, vem buscando melhores resultados. Nossa maior alegria é termos a certeza que através dessa validação pela Organização Nacional de Acreditação, continuamos no caminho certo, embasados em padrões estabelecidos para os Serviços de Saúde no país”, complementa Cláudia Diniz.

O Provedor do hospital, José Gilson Veloso Caldeira, afirma que “em meio a um cenário crítico no sistema econômico e de saúde no país, o processo de reconhecimento da Instituição, referência em diversos serviços de alta complexidade, representa para a macrorregião do norte de Minas a importância da Santa Casa ao prover à sociedade padrões de excelência na prestação de serviços à saúde, essenciais a manutenção de boa qualidade na vida das pessoas”, ressaltou.

O Título

O processo de Certificação de Qualidade é um TÍtulo que as instituições buscam de forma voluntária, ou seja, não é obrigatório.  O objetivo do processo de Acreditação não é somente a obtenção do Certificado de Hospital Acreditado, mas, entre outros, a melhoria dos resultados da qualidade assistencial, através de treinamentos, trabalho em equipe, padronização de procedimentos, além do comprometimento e engajamento das lideranças e dos colaboradores.

Na Santa Casa de Montes Claros, ao  adequar a rotina de trabalho aos padrões de Manual da ONA, o processo trouxe benefícios diretos à Instituição. Um deles foi a melhoria das condições operacionais. Na prática, destacam-se o controle da qualidade, segurança, e disponibilidade da estrutura operacional (manutenções preventivas e corretivas; checklist diário de funcionamento, disponibilidade de equipamentos críticos, rastreabilidade de medicamentos e controle de qualidade de insumos e produtos).

Além disso, foi implementada uma política de avaliação e qualificação de fornecedores externos com foco na qualidade e disponibilidade dos produtos e equipamentos para a complexidade assistencial; sistematização do controle e prevenção de danos relacionados ao uso de produtos e equipamentos hospitalares (tecnovigilância, farmacovigilância, comissão de padronização de produtos). Foi realizada ainda a sistematização de planos de contingência para disponibilização permanente da estrutura de trabalho.

Outro ponto destacado foi quanto a melhoria dos métodos de trabalho. Registros hospitalares/prontuários são feitos de forma 100% eletrônica. Destaca-se ainda a gestão de atividades e de resultados pelas equipes de trabalho em tempo real, através de painéis eletrônicos assistenciais que tem como um dos seus objetivos alertar a equipe e garantir o monitoramento do tempo entre a prescrição e o início dos antibióticos, entre as solicitações e a liberação de exames de urgência e de hemocomponentes, preparar o paciente para agendamentos cirúrgicos, controlar a previsão de alta, dente outros.

Texto: Ana Paula Paixão /// Fotos: Hudson Brasil

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