Colóquio reforça o papel da Unimontes na discussão internacional sobre Povos e Comunidade Tradicionais

“Direitos e Bem Viver”. Este é o tema para o Colóquio Internacional Povos e Comunidade Tradicionais, que reunirá algumas das principais autoridades nacionais e internacionais sobre o assunto, no campus-sede da Universidade Estadual de Montes Claros. Esta será a 6ª edição, entre os dias 23 e 27 de setembro, com mesas redondas, conferências, comunicações científicas, relatos de experiências e oficinas. São esperados representantes das comunidades de quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares, vazanteiros, indígenas, pescadores artesanais e outros povos tradicionais.

A organização é do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (mestrado e doutorado), juntamente com a Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPVT), Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), Universidade de Kassel (Alemanha) e a Igreja Suíça de Evangelização (HEKS). As professoras doutoras Andréa Maria Narciso Rocha de Paula e Felisa Anaya presidem a comissão organizadora. Pela Unimontes, são co-realizadores os os grupos de pesquisa Niisa (Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental) e pelo Projeto Opará (Tradições, Identidades, Territorialidades e Mudanças entre Populações Rurais e Ribeirinhas no Sertão Roseano – Fapemig/CNPq).

Todas as informações sobre o evento estão disponíveis no endereço eletrônico www.coloquiointernacional.com/cpct, inclusive com dados sobre as edições anteriores. A mais recente foi realizada em 2017, na Alemanha. Os eixos temáticos para este ano são: “Identidade, Territórios e Saberes Tradicionais”, “Direitos Humanos – Proteção dos Territórios e das Pessoas”, “Crimes Ambientais e Sujeitos Afetados” e “Sociobiodiversidade e Sistemas Agroalimentares”.

A conferência de abertura será conduzida pelo cacique Damião Paridzané, da terra indígena de Marãiwatsédé, do Mato Grosso, e pela líder comunitária Alícia Moraes, do Movimento Catadoras de Mangaba (Sergipe), no dia 24/9, às 20 horas, com abordagem ao tema central do evento. Em seguida, haverá o lançamento coletivo de nove livros sobre “Mineração”, “Vazanteiros”, “Territórios Infantis”, “Sistemas Agroalimentares”, dentre outros assuntos.

O prazo de inscrições para a submissão de trabalhos vai até a próxima sexta-feira (30 de agosto) para duas modalidades: apresentação em pôsteres (acadêmicos e graduados) e apresentação oral (mestrandos, doutorandos, pesquisadores e povos e comunidades tradicionais).

Ao mesmo tempo, podem ser feitas as inscrições para a programação geral nas categorias ouvinte, estudante de graduação, graduados, estudante de pós-graduação e pesquisadores. Há cobrança de taxas.

Pelo menos dez estados brasileiros terão representantes na programação de palestras, oficinas e grupos temáticos: Sergipe, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Amazonas, Piauí, Rio de Janeiro, Mato Grosso, além do Distrito Federal. Entre os países com representação no evento estão confirmados Inglaterra, Bolívia, Alemanha, Argentina e Suíça.

No dia 23/9 (à tarde) e no dia 24/9 (pela manhã) haverá espaços temáticos pré-colóquio: “Turismo de Base Comunitária”, “Encontro de Trabalho da HEKS”, “Crimes Ambientais e Mineração”, “Reunião da Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais”, “Encontro de Trabalho dos Pesquisadores: nova Cartografia Social”, “Articulação Bacia do Rio Pardo”, “Impactos dos Crimes das Mineradoras” e “Plenária Geral de Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais e Parceiros”.

Ascom : Unimontes

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